sexta-feira, 7 de outubro de 2016

8 verdades difíceis sobre a vida cristã que poucos costumam pregar


Quando Deus nos alcança e entregamos nossa vida a Jesus Cristo, acontece uma das melhores coisas da nossa vida: passamos a ser filhos de Deus, salvos, teremos uma vida eterna ao lado do Senhor todo poderoso no lugar em que Ele preparou para nós. No entanto, muitas vezes, achamos que o fato de nos convertermos trará para nossa vida apenas coisas que apreciamos, coisas prazerosas, coisas que queremos. Mas nem sempre é assim. A vida cristã é o mais emocionante desafio de vida em meio a este um mundo pecaminoso. E esse desafio não será fácil, por isso, gostaria de compartilhar algumas verdades difíceis sobre a vida cristã que aprendi nestes meus dezoito anos de ministério. Não para desanimar ninguém. Antes, para que tenhamos a verdadeira fé, alicerçada em Deus e não nas circunstâncias, assim como os servos de Deus do passado tiveram!

Verdades difíceis sobre a vida cristã:

(1) Seremos perseguidos

Em 2 Timóteo 3:12 Paulo nos traz uma verdade dura: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”. A perseguição virá mais cedo ou mais tarde. Ela poderá vir da família, da sociedade, de amigos, de pessoas com as quais você convive diariamente ou mesmo quando você precisar tomar uma posição mais firme com relação as coisas de Deus. Isso acontece porque o mundo rejeita Jesus Cristo e fica enfurecido quando alguém simplesmente decide viver uma vida que agrada a Deus.

(2) Os inimigos se levantarão

Quando estamos na lama do pecado não temos que lutar com tantos inimigos, pois já estamos destruídos por eles. Mas quando decidimos andar com Jesus e deixar as práticas que desagradam a Deus, é certo que os inimigos se levantarão para guerrear conosco: nossa carne, o diabo e o mundo são os três maiores inimigos que todo santo dia irão tentar nos trazer males e nos afastar de Deus. O salmista sentiu fortemente essa verdade: “Considera os meus inimigos, pois são muitos e me abominam com ódio cruel” (Salmos 25:19).

(3) O desejo de desistir aparecerá

Jesus definiu a vida cristã como um caminho apertado (Mateus 7:14). Existirão momentos em que passará pela cabeça do cristão o desejo de desistir. Não gostamos de caminhos estreitos, difíceis, desconfortáveis. Somente aqueles que perseverarem em seguir a Cristo vencerão esse difícil desejo de desistir. Por isso é importante saber da existência desse desejo para lutarmos contra ele. Jesus nos ensina que teremos de vencer o desejo de desistir e perseverar em nossa luta diária: “Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Marcos 13:13).

(4) Seremos provados

Quando analisamos a história de Jesus observamos que Ele foi levado pelo próprio Deus para ser provado pelo diabo (Mateus 4:1). Se nem Jesus escapou de passar por provas, nós também não escaparemos! As provas são difíceis, mas ao mesmo tempo importantes para nos dar crescimento e forças nas lutas da vida cristã. Deus sempre nos provará para nos fortalecer! 

(5) Deus não nos fará isentos dos sofrimentos

Muitos cristãos de hoje acham que pelo fato de terem recebido Jesus em seus corações passam agora a fazer parte de um grupo seleto que não passará por mais nenhum sofrimento! Isso é um erro. Quando Paulo falava de sua vida cristã, ele tinha consciência de que muitos sofrimentos aconteceriam em sua vida: “E, agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações” (Atos 20:22-23). Os sofrimentos virão, mas devemos manter os olhos firmados em Jesus e não nas circunstâncias, pois Ele está conosco em meio aos sofrimentos: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:20)

 (6) Deus não fará de cada cristão uma pessoa rica

A maligna teologia da prosperidade tem colocado no coração de muitos que Deus quer que todos os seus servos sejam ricos. Essa é uma grande mentira. Deus irá certamente nos abençoar, mas nem sempre será com riquezas, mas sempre com o necessário. Os primeiros discípulos de Cristo foram extremamente pobres, mas foram ricos por terem o evangelho para compartilhar e nunca foram desamparados por Deus. Por isso nós não nos preocupamos com riquezas, mas em ser ricos com as verdadeiras riquezas que vem de Deus e que vão muito além de dinheiro.

 (7) Trabalharemos mais do que as outras pessoas

As pessoas mundanas trabalham apenas para sua satisfação pessoal, para seu enriquecimento, para si mesmas e para os seus, no máximo. Os servos de Deus, além do trabalho para seu sustento, ainda trabalham pelas almas, gastam sua vida na oração, na obra de Deus, na busca de uma vida mais santa, na luta contra o mal, na propagação da mensagem de salvação, etc. Servos de Deus trabalham mais. Paulo falou um pouco do peso de sua responsabilidade, um trabalho árduo: “Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas” (2 Coríntios 11:28).

(8) Viveremos em constantes batalhas

Sabemos que a paz de Deus que excede todo o entendimento guarda a vida de Seus servos. Mas isso não significa que não haverá difíceis batalhas. O servo de Deus vive em constantes batalhas, pois os inimigos são muitos. Fora isso, como não somos cidadãos deste mundo, ele nos vê como forasteiros e age com violência contra nós: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma” (1 Pedro 2:11). Nós servos de Deus só descansaremos das batalhas quando estivermos ao lado do Senhor, no dia em que Ele nos chamar.


Apesar de todas as dificuldades, a vida cristã é algo fascinante, pois está recheada por uma missão incrível dada a nós por Deus. Por isso não desanimamos mesmo diante dessas várias dificuldades:“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Coríntios 4:16).

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