sexta-feira, 31 de março de 2017

Cremação é pecado segundo a Bíblia? O crente pode ser cremado?



Você pergunta: Perdi meu pai há pouco tempo. Ele manifestou o desejo de ser cremado a minha mãe, mas na hora fiquei muito confuso se isso era realmente algo que a Bíblia aprovava. Mas no calor da situação acabamos fazendo a cremação dele. O que a Bíblia ensina sobre esse assunto? Cremação é pecado segundo a Bíblia?

Caro leitor, a cremação tem sido muito usada em nossa sociedade atual como uma alternativa ao enterro convencional nos cemitérios. Isso se deve principalmente pela lotação dos cemitérios e também por ser ela um modo mais ecologicamente correto de lidar com o corpo da pessoa falecida. Vejamos o que a Bíblia ensina sobre o tema.

Cremação é pecado? Existe menção de cremação na Bíblia?

(1) Existem alguns casos na Bíblia em que o corpo de uma ou mais pessoas foram cremados. No entanto, não de forma amistosa, mas para eliminar tudo que pudesse lembrar aquela pessoa. A primeira citação que encontramos da cremação na Bíblia é esta: “Disse Josué: Por que nos conturbaste? O SENHOR, hoje, te conturbará. E todo o Israel o apedrejou; e, depois de apedrejá-los, queimou-os” (Josué 7:25). Isso aconteceu com Acã e os seus, pois violaram as ordens de Deus naquela ocasião. Todos eles tiveram seus corpos cremados como uma forma de punição pelos graves erros que cometeram.
Um outro exemplo de cremação na Bíblia é a de Saul e seus filhos: “todos os homens valentes se levantaram, e caminharam toda a noite, e tiraram o corpo de Saul e os corpos de seus filhos do muro de Bete-Seã, e, vindo a Jabes, os queimaram” (1 Samuel 31:12). Davi aprovou essa atitude desses homens em 2 Samuel 2:4-6, pois a considerou respeitosa, pois os inimigos de Saul poderiam pegar seu corpo e desrespeitar, o que não agradava em nada a Davi, pois o considerava como um ungido do Senhor. Sendo assim, todos eles foram cremados como um ato de respeito e consideração porque Saul havia sido rei de Israel.

(2) Apesar desses exemplos, o que podemos notar é que a forma mais usual de lidarem com os corpos dos mortos mencionada na Bíblia é o sepultamento através do enterro, seja diretamente na terra ou mesmo em sepulcros construídos, que eram uma espécie de cemitério privado: Gênesis 25:9, Gênesis 50:13, Josué 24:30, Juízes 16:31, 1 Samuel 25:1, Mateus 14:12, etc.

Textos bíblicos dizendo que a cremação é pecado?

(3) Alguns, para apoiar que a cremação é pecado, usam o texto de Jesus em João 5:28: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão”. Eles argumentam que o correto é o modo convencional de enterro, pois Jesus disse que no julgamento final as pessoas deverão “sair do túmulo”.
No entanto, essa interpretação não se sustenta, pois Jesus não está falando nesse texto sobre o modo de sepultamento dos corpos, mas apenas falando do julgamento dos que já estiverem mortos por ocasião do dia do grande juízo final. Tanto é verdade que existem mortos em tragédias nos mares, nos rios, em locais longínquos e que não foram sepultados de forma convencional. O que aconteceria com esses? Não seriam julgados por Deus? Logo, observamos que essa interpretação não se

quarta-feira, 29 de março de 2017

O cristão pode ir ao psicólogo ou isso é falta de fé? O que a Bíblia diz?



Você pergunta: Esse último ano tem sido um ano de grandes crises para mim. Problemas no emprego, em casa, de todos os lados. Isso tem me levado a uma grande depressão! Ao me aconselhar com uma irmã da igreja, ela me disse que cristão não pode ir ao psicólogo, pois isso é falta de fé. Confesso que estou precisando de ajuda, não estou conseguindo lidar com esse problema sozinha. Já conversei com o pastor, mas não sinto que ele pode me ajudar. Será que só na igreja que devo buscar ajuda? Segundo a Bíblia o cristão pode ir ao psicólogo? Isso seria falta de fé da minha parte?

Cara leitora, te convido a ler comigo algumas breves linhas analisando essa questão. Infelizmente existem muitos achismos das pessoas sobre isso e pouca reflexão profunda sobre o fato. O cristão pode ir ao psicólogo? Veremos nessa abordagem que nada o impede disso, aliás, em muitos casos, é a melhor escolha a se fazer!

Cristão pode ir ao psicólogo?

(1) Nem todos os problemas de uma pessoa estão ligados a parte espiritual. É evidente que temos na igreja pessoas que têm como principal função zelar pela nossa vida espiritual, como os pastores, mestres, conselheiros, por exemplo. Mas, assim como o corpo físico tem doenças que somente médicos especialistas têm condições de cuidar e os consultamos quando precisamos, a mente também tem doenças que somente especialistas podem cuidar de uma forma mais eficaz. Por isso, não peca o cristão que, diante da suspeita de estar com uma doença da mente, procura um psicólogo.

(2) Apesar da boa vontade de pastores e conselheiros da igreja, algumas questões da mente não se resolvem apenas na conversa espiritualizada e na oração. Por exemplo, sabemos que a depressão pode ter raízes muito mais que emocionais, até mesmo físicas, quando existe uma desregulação hormonal e das substâncias importantes para o bom funcionamento do cérebro. Como um pastor será capaz de verificar isto se não tiver uma formação para tal? Deus em Sua sabedoria nos muniu de profissionais capazes para ajudar os que sofrem nessas áreas da vida! Esse é mais um motivo que mostra que o cristão pode ir ao psicólogo.

Cristão ir ao psicólogo é falta de fé?

(3) Geralmente cristãos que consultam psicólogos são taxados como pessoas com pouca fé ou sem fé. Mas será que isto é verdade? Penso que essa seja uma grande mentira. Se ir ao psicólogo é falta de fé, então ir ao cardiologista também é. Ou ir ao hospital quando se tem uma emergência! Se uma doença da mente deve ser curada apenas com oração e aconselhamento pastoral, então as outras doenças também deveriam. Isso demonstra a hipocrisia de pessoas que acusam cristãos que vão ao psicólogo de terem pouca fé, pois elas, ao menor sinal de alguma doença, logo recorrem a medicina.

(4) Não existe na Bíblia qualquer proibição de consultar um psicólogo. Aliás, existe um grande incentivo à consulta a conselheiros para que haja sucesso na vida. Esses conselheiros faziam naquela época um papel bastante parecido com os psicólogos hoje, claro, guardadas as devidas proporções de conhecimento que se tinha à época em comparação com nossos tempos:  “Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito” (Provérbios 15:22). O texto de provérbios não aponta que esses conselheiros seriam religiosos, apenas bons conselheiros que tinham o objetivo de colaborar com quem tomava conselho.

segunda-feira, 27 de março de 2017

O que é o terceiro céu mencionado na Bíblia?



Você Pergunta: Lendo 2 Coríntios 12:2 me deparei com uma palavra onde Paulo diz que foi arrebatado ao terceiro céu. Fiquei meio perdido com essa fala. Haveria mais de um céu? Penso que se Paulo disse que foi ao terceiro céu, então deve existir o primeiro céu e o segundo céu? Estou certo nesse pensamento? Onde na Bíblia podemos ver mais detalhes sobre isso?

Carol leitor, alguns textos bíblicos exigem de nós um pouco mais de estudo e pesquisa para que não tiremos conclusões precipitadas sobre eles. Esse texto de Paulo é um deles. Mas hoje vou tentar te esclarecer de uma forma definitiva sobre o assunto.


O que é o terceiro céu mencionado na Bíblia?


(1) A menção do terceiro céu está neste texto: “Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe)” (2 Coríntios 12:2). Paulo está explicando sobre uma experiência que ele teve muito tempo atrás, onde esteve em um lugar especial e recebeu ali revelações grandiosas de Deus (2 Coríntios 12:4).

(2) O próprio apóstolo Paulo define esse terceiro céu onde ele esteve como sendo o paraíso: “foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir” (2 Coríntios 12:4). Ou seja, esse lugar em que Paulo esteve é o que a Bíblia chama de paraíso e também em algumas ocasiões ela o chama de o lugar onde Deus habita: “Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles” (Salmos 2:4). Com isso já temos claro que terceiro céu é uma referência ao lugar da habitação de Deus, ao paraíso. Porém, se Paulo usa a expressão terceiro céu, isso seria uma indicação que existem outros céus?

Onde fica o primeiro céu?

(3) Quando Paulo nomeia o paraíso de Deus como terceiro céu ele parece estar fazendo uma separação didática que era bem conhecida em sua época. Sendo assim, o primeiro céu seria aquele que é o mais próximo de nós, de nossa vista, aquele onde podemos ver os pássaros voando e as nuvens, além de outros fenômenos meteorológicos, daí ser ele o primeiro nível. “Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez” (Gênesis 1:9).

quinta-feira, 23 de março de 2017

O que são os livros apócrifos e quais são eles? Devemos lê-los?



Você Pergunta: Gostaria de saber um pouco mais sobre os livros apócrifos. Por que alguns livros da Bíblia são aceitos e outros não. Quem é que determina que um livro é inspirado e outro não? E quais seriam os livros apócrifos que temos hoje em dia? Devemos ler esses livros ou eles têm muitas heresias que podem atrapalhar a nossa fé?

Caro leitor, realmente esse tema dos livros chamados apócrifos causa muita confusão na mente das pessoas, pois são livros considerados não inspirados por Deus. Para esclarecer um pouco essa questão, farei um estudo completo abaixo sobre esse tema, baseado em suas perguntas:

O que são os livros apócrifos?

(1) A palavra apócrifo, de origem grega, significa “coisas ocultas” e aponta para escritos sem autenticidade. É uma referência aos livros que são apontados como não inspirados, ou seja, livros que não devem ser estudados como se tivessem sido inspirados por Deus. Aqui nós temos uma diferença bem grande entre o que evangélicos e católicos pensam quanto a esses livros.

Os apócrifos na visão dos católicos

(2) Para os católicos, aqueles livros que não eram aceitos como inspirados pelos judeus da palestina, ou seja, que não fazem parte da Bíblia judaica, eles os consideram como uma espécie de segunda leva de livros inspirados por Deus. Por isso, os chamam de deuterocanônicos (pertencentes ao segundo cânon). Esses livros são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico ou Sirácida, Baruque, Epístola de Jeremias, Primeiro e Segundo Macabeus e os acréscimos a Ester (Ester Grego) e a Daniel (A Oração de Azarias, A Canção dos Três Jovens e as histórias de Suzana e de Bel e do Dragão). Assim, para os católicos, esses livros acima, mesmo não constando na Bíblia judaica, são inspirados e os outros que existem (veja no ponto 4) são os que eles chamam de apócrifos (sem autenticidade).

Os apócrifos na visão dos evangélicos

(3) Já para os evangélicos todos esses livros adicionais que os católicos chamam de deuterocanônicos são considerados como apócrifos e ainda todos os outros que também os católicos consideram apócrifos (veja no ponto 4). Os evangélicos consideram que se os judeus, que receberam as primeiras revelações de Deus, consideram esses livros como não inspirados e não os incluíram na Bíblia judaica, essa decisão merece ser considerada, pois foi fruto de centenas de anos de estudo e considerações sobre o texto sagrado de um povo que foi guardião das revelações de Deus durante séculos.

Quantos livros apócrifos existem?

(4) Para se ter uma ideia, a quantidade de livros apócrifos é quase infinita. Abaixo citarei alguns dos mais famosos, porém, temos centenas de apócrifos conhecidos: O pastor de Hermas, Epístola de Barnabé, o Apocalipse de Pedro, Didaque, 1 Clemente, Laodicenses, Apocalipse das Semanas de Enoch, Proto Evangelho Segundo Tiago, Atos de João, A infância de Cristo Segundo Pedro, A Infância de Cristo Segundo Tomé, José o Carpinteiro, A Sophia de Jesus Cristo, Epístola a Diogneto, Cartas do Senhor, Ciclo de Pilatos, Declaração de José de Arimateia, Agrapha extra-evangelho, Evangelho Segundo Bartolomeu, O Evangelho de Felipe, O evangelho de Judas, O evangelho de Maria Madalena, O evangelho de Nicodemus, Descida de Cristo ao inferno, O evangelho segundo Pedro, Evangelho segundo Tomé, o Dídimo, O hino da Pérola, Manuscritos de Qumran (Mar Morto), O primeiro livro de Adão e Eva, Livro de Melquisedeque, Oração de Manassés, Salmo 151, Salmos de Salomão, etc. E nessa lista, segundo a visão evangélica, ainda se incluem todos os livros que os católicos incluíram em sua Bíblia (veja no ponto 2) e que nós consideramos como não inspirados.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Adultério: O que significa na Bíblia? Os homens podiam ter mais mulheres?



Provavelmente você já deve ter lido alguma passagem da Bíblia que fala a respeito do adultério. Talvez até saiba um pouco a respeito do que se trata, no entanto, é preciso compreender bem algumas questões do Antigo Testamento e do Novo Testamento para entender como o assunto era entendido na Bíblia pelos homens e como era entendido por Deus. Nesse estudo vamos responder algumas perguntas, tais como: Se adultério era pecado, porque vários homens de Deus tiveram várias esposas? E: Deus aceitava esse comportamento deles?

O que realmente a Bíblia Sagrada fala sobre o adultério?

(1) O adultério acontece quando existe uma ruptura dentro do relacionamento de unidade do casamento. Essa ruptura acontece por meio da traição de uma das partes, que se relaciona sexualmente com alguém de fora, quebrando a aliança de fidelidade. Esse geralmente é o significado mais básico de adultério. No entanto, era muito comum na antiguidade que homens (numa sociedade machista e sem considerar a vontade de Deus) saíssem com outras mulheres, mas apenas evitassem a penetração sexual como forma de se “evitar” o adultério. Eles entendiam o adultério baseados em suas culturas corrompidas e não baseados naquilo que realmente é diante de Deus.

(2) Talvez pensando nesses casos, Jesus traz uma profundidade nunca antes vista a respeito do que realmente significava adultério diante de Deus: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:28). O simples fato de ser tentado na mente não era pecado, mas quando fantasias sexuais mentais fossem estimuladas com alguém que não era a esposa, Jesus considera como um adultério.

(3) Sabemos que o Antigo Testamento fala muito sobre o adultério, inclusive, um dos dez mandamentos é claro e objetivo sobre ele: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14). No entanto, observamos que principalmente os homens das culturas antigas entendiam o adultério de uma forma diferente da que entendemos hoje (principalmente diante da luz dada por Jesus em Mateus 5:28).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

5 motivos graves que levam Deus a detestar o carnaval



O que será que Deus pensa sobre o carnaval? Evidentemente, na época bíblica não tínhamos ainda o carnaval, por isso, não temos na Bíblia nada que fala especificamente dele. No entanto, temos alguns textos que podem nos ajudar a enxergar que Deus detesta o carnaval e outras festas parecidas com ele (festas essas que existiam já na antiguidade). Vamos verificar se esses são bons motivos para Deus detestá-lo e, consequentemente, nós também?


Motivos que fazem Deus detestar o carnaval

(1) Deus detesta o carnaval porque o que acontece nele não é edificante

A grande mídia que fatura alto com o carnaval faz questão de esconder o que realmente acontece nesses quatro dias de festa. O governo também tenta minimizar a questão com algumas políticas de saúde pública para diminuir o estrago (distribuição de camisinhas, por exemplo). Mas uma pesquisa rápida pela internet nos ajuda a verificar que o carnaval é uma das épocas onde existem mais estupros, mais acidentes por embriaguez ao volante, mais mortes nas estradas, mais assédios, mais gravidez indesejada, mais doenças sexualmente transmissíveis, mais abusos de todo tipo concentrados em poucos dias, etc. Tudo isso nos indica claramente que o carnaval é a festa dos excessos e a festa onde Deus e Sua vontade são colocados de lado. Tudo isso, além de custar caríssimo aos cofres públicos, também custa caríssimo à vida das pessoas. Como Deus pode amar algo assim? Como Deus pode aprovar tal busca por uma alegria destruidora que nem pode ser chamada de alegria?

Deus, na época do profeta Isaías, chamou a atenção de seu povo por algo parecido com o carnaval e que fazia parte da vida das pessoas: “Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta! Liras e harpas, tamboris e flautas e vinho há nos seus banquetes; porém não consideram os feitos do SENHOR, nem olham para as obras das suas mãos” (Isaías 5:11-12)

(2) Deus detesta o carnaval porque nele as pessoas são mais amigas dos prazeres do que amigas de Deus

Existem prazeres em nossa vida que não são pecado. Mas no carnaval o grande foco é para os prazeres pecaminosos. Dentre eles podemos citar claramente a sexualidade aflorada e fora de controle, a lascívia, as bebedeiras insanas, e a busca da alegria nos prazeres e não em Deus. Isso faz Deus detestar o carnaval. A palavra do Senhor nos alerta que esse tipo de comportamento seria muito comum nos tempos do fim: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes (…) traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus… (2 Timóteo 3:1-4). Isso demonstra claramente o espírito do carnaval atual: amizade com o mundo e distância de Deus e de Sua vontade.


(3) Deus detesta o carnaval porque nele não existe espaço para Ele

A Bíblia nos mostra que Deus não é um Deus carrancudo e que não gosta de festas. Pelo contrário, nas leis do Antigo Testamento existiam diversas festas obrigatórias e, algumas, inclusive, que duravam até sete dias: “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do SENHOR, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as minhas festas” (Levítico 23:2). A grande diferença é que as festas de Deus têm foco na edificação do relacionamento de Deus com Seu povo. Elas não têm foco no pecado e no erro. As festas do Senhor são festas de alegria e gratidão focadas em Deus e não em coisas. Nelas havia culto ao Senhor, Deus era o centro delas. Já na festa do carnaval Deus é “expulso” pelos homens, não há espaço para Ele. E se Deus não é bem-vindo é porque a festa não é boa e não conduz à verdadeira alegria: “Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?” (Eclesiastes 2:24-25).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Verdades e Mentiras que adolescentes cristãos precisam conhecer


1 - Amor - Deus tem mesmo preparado alguém especial para mim?

Verdade. Mas depende de você investir tempo com Deus, conversando com Ele, pelo menos todo dia. Sim há alguém especial para sua vida. Para conhecê-lo você precisa fazer um compromisso de fidelidade com o Senhor. Ser honesto com Deus. Se falhar, peça perdão e não volte a errar nas mesmas coisas. E por fim, não será namorando ou ficando com todo mundo que você vai descobrir por tentativa e erro quem foi que Deus preparou para você. Não é da forma que você pensa. Deus gosta de nos surpreender. Se você esperar, e confiar em Deus Ele vai trazer até você alguém a quem amar por toda a vida. E a recíproca também é verdadeira:ele ou ela também o/a amará com a mesma intensidade.


2 - Sexo - Casar virgem é caretice e pensamento ultrapassado?

Mentira. Deus nos criou para amar e ser amados. Todavia, você precisa se guardar puro/pura para aquela pessoa especial que Deus preparou para você. Pisar na linha, avançar o sinal, entregar sua virgindade antes do casamento para alguém que não é o escolhido ou a escolhida, só porque os outros acham isso moderno? Isso não tem nada de modernidade. É uma aventura que desagrada a Deus. Se "todo" mundo faz assim, por que  você deveria pensar igual a todo mundo? Pensar diferente não é estar errado! O mundo segue a voz do diabo e os cristãos, a voz do Espírito Santo. Quem quiser andar segundo os conselhos mundanos, também deve se preparar para sofrer nas mãos do diabo. Mas quem quiser ser amado e feliz, deve ouvir a voz de Deus.

Um lar cristão - Precisa ser constituído de acordo com a vontade do Senhor. Sobre as verdades bíblicas. Para construir um lar sobre a ROCHA, você deve escutar o que Deus Fala. Se você se guardar e esperar o tempo de Deus, você vai se casar sob a proteção e vontade do Senhor. Se você construir um lar sobre a AREIA, pisando na "bola",   vai dar na bandeja a chave da sua vida sentimental para o diabo. E assim os planos de Deus para seu lar serão arruinados.

Prejuízos - Não é apenas a virgindade que se perde quando se ouve a voz do mundo e despreza  a voz de Deus. O diabo pode roubar as bênçãos do seu lar. O pecado da fornicação, o sexo antes do casamento, derruba o muro da proteção espiritual de Deus. Por esta brecha, as coisas malignas tem liberdade para entrar e sair quando quiserem. É bom que você, adolescente, saiba disso.

Sexo descartável - Por isso, todo cuidado é pouco nos relacionamentos antes de você se casar. O sexo é muito deturpado nos dias de hoje. O sexo descartável é muito valorizado pelo mundo. E por descartável quero dizer aquilo que se usa e depois joga fora. Deus não criou o sexo para ser descartável. Foi criado para alegrar o dia a dia de pessoas que se amam de verdade e que esperam o tempo do matrimônio para depois praticá-lo.


Infelizmente, tem gente que ainda ESCOLHE errado, seguindo maus conselhos de amigos ou amigas da "onça", achando que é coisa "moderna", "chic", "top", quando na verdade, perder a virgindade voluntariamente antes do casamento é o caminho mais curto para perder  as  chaves do seu lar para o diabo e seus demônios.

3 - Aborrecimentos na Igreja - Todo mundo passa por isso.

Verdade. Mas isso não é motivo para desistir de ir ao culto. Você vai à Igreja para honrar, para cultuar a Deus. Não vai lá para cuidar de outras coisas. E cultuar corretamente significa oferecer sacrifício agradável a Deus. Louvor, oferta voluntária, e o principal: a sua presença no culto. Aqueles que começam a desistir de ir ao culto por alguma razão estará oferecendo um sacrifício defeituoso. Isso não é aceito por Deus.

Chegar a Deus no culto com um coração humilde, sem se preocupar com A e B é a decisão correta. A causa de muitos desvios e enfraquecimentos, na maioria das vezes, vem do costume de reclamar, murmurar, relembrar continuamente de coisas ruins. O Espírito Santo se entristece com atitudes assim. E, cada vez que resistimos a voz Ele vai se apagando da sua vida. É melhor jogar no lixo do esquecimento as coisas ruins que acontecem em nossos relacionamentos do que perder a alegria do Espírito Santo.
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